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A história da Rádio Cacique de São Caetano do Sul

  • Foto do escritor: Alex Costa PY2AFA
    Alex Costa PY2AFA
  • 7 de abr. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de dez. de 2025

Alex Costa

7 de abril de 2025

Flâmula comemorativa da Rádio Cacique de 1966 (crédito: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)
Flâmula comemorativa da Rádio Cacique de 1966 (crédito: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)

A Rádio Cacique já existia anteriormente, estabelecida em São Roque, no interior paulista. Foi o então deputado Ulysses Guimarães quem conseguiu a transferência da emissora para São Caetano. Quem teve a ideia foi Mário Ferreira, gerente comercial da Cacique, que compreendia um grupo de seis emissoras espalhadas pelo Estado. Coube ao vereador João Anhé liderar, na Câmara Municipal, o movimento pela aprovação da lei, de autoria do prefeito Oswaldo Massei, da doação de um terreno situado na Estrada das Lágrimas, no Bairro Mauá, onde foram montadas a torre e o transmissor.


Sua inauguração oficial ocorreu no dia 28 de julho de 1958, com a abertura do locutor Ferraz Franco, na presença do deputado Ulysses Guimarães, do fundador e presidente da emissora, Alcides Cirillo, e do prefeito Oswaldo Massei, além de autoridades civis, militares e inúmeros convidados. O cantor Cauby Peixoto foi a principal atração da festa. A emissora do índio ficava localizada na Rua Santa Catarina, nº 97, no centro da cidade, e contava com um auditório com capacidade para 400 pessoas. Inicialmente operou na frequência de 1330 kHz, em 1976 passou para os 1150 kHz.


No dia seguinte, a nação brasileira, em festa e em ansiosa expectativa, aguardava o começo do jogo Brasil X Suécia, na final da Copa em 29 de junho de 1958. Neste dia, o morador de São Caetano do Sul, em suas andanças pelo dial à procura da melhor estação para ouvir o jogo, foi surpreendido com o prefixo ZYR-41, da Rádio Cacique de São Caetano do Sul. O locutor era J. Carvalho.


Por volta das nove da manhã, a emissora entrou em rede com a Cadeia Verde-Amarela da Rádio Bandeirantes, para a transmissão do jogo. Seus alto-falantes, instalados na Rua Santa Catarina, atraíam um aglomerado de pessoas que, na rua, ouviram e vibraram com a conquista da Seleção. A rádio do índio começou suas atividades na cidade de maneira vitoriosa.

Os locutores J. Carvalho (à esquerda) e Roberto Torossian - maio de 1959 (crédito: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)
Os locutores J. Carvalho (à esquerda) e Roberto Torossian - maio de 1959 (crédito: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)

A emissora tinha em seu casting dois locutores muito populares: J.Carvalho e Roberto Torossian. Eles formavam uma dupla muito aplaudida nos programas de auditório. J.Carvalho era locutor da Rádio Cacique de Taubaté e Roberto Torossian vinha de uma família de artistas, tendo como irmão o maestro Afonso Torossian, regente da Orquestra Copacabana, que se apresentava nos bailes do Clube Comercial. Ambos apresentavam diariamente, das 22h às 23h, o programa A Cidade em Revista.


Roberto Torossian e Moacyr Franco (à direita). (crédito: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)
Roberto Torossian e Moacyr Franco (à direita). (crédito: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul)

Nas décadas de 1960 e 1970, um dos destaques da emissora foi o pai-de-santo Ronaldo Linares, que comandou os programas Umbanda em Marcha, Momento de Prece  e Músicas para Ouvir e Amar. Pelos microfones da Cacique passaram nomes como Darcio Arruda, Jota Ferreira, Nelson Hobles e Paulo Roberto.


Em 1981, a Rádio Cacique foi comprada pelo empresário Paulo Masci de Abreu, que a rebatizou como Rádio Difusora do Brasil e depois Super Rádio Tupi e transferiu seus estúdios e transmissores para São Paulo. Atualmente é denominada como Super Rádio.


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